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Daúde Razaque: «Nada é impossível para a UD Songo»

29 de August de 2026 11 leituras
Daúde Razaque: «Nada é impossível para a UD Songo»

O Campeonato Moçambicano da primeira divisão de futebol masculino prossegue este fim-de-semana quando já decorreram 15 jogos para cada uma das 14 equipas presentes no Moçambola.

Publicado a: 29/08/2026 - 17:46

O Black Bulls lidera a prova com 32 pontos, enquanto o detentor do título, a UD Songo, ocupa a quinta posição com 24 pontos.

De notar que o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol, ambos com 28 pontos, ocupam respectivamente o 2° e o 3° lugares, enquanto o Ferroviário de Nampula com 25 pontos está na quarta posição.

No entanto, neste sábado, 29 de Agosto, o Black Bulls e a UD Songo vão-se defrontar em Maputo. Um encontro que pode relançar a luta pelo título quando vão faltar apenas dez jornadas para o fim da prova após esse embate.

Recorde-se que a UD Songo venceu o Moçambola e a Taça de Moçambique na temporada passada.

A RFI falou com Daúde Razaque, treinador da UD Songo, que já representou o Ferroviário de Maputo, o Clube do Chibuto, a Liga Desportiva de Maputo e o Maxaquene em Moçambique, bem como o Portimonense em Portugal.

Em entrevista exclusiva à RFI, Daúde Razaque, treinador de 40 anos, fez um balanço desta primeira parte da temporada e do nível deste Moçambola 2026.

RFI: Que balanço podemos fazer até agora da época da UD Songo no Moçambola?

Daúde Razaque: Uma temporada um bocado atípica. Tivemos muitas lesões, muitas saídas, muito plantel novo. Jogadores muito jovens vindo de equipas de escalões inferiores, alguns que não têm o ‘habitat’ ainda de trabalhar com alguma responsabilidade e alguma pressão, e vir para uma equipa onde por norma o ‘habitat’ é ganhar, às vezes, acusam em algum momento aquilo que é a responsabilidade. Não contratámos jogadores acima de 25 anos. Foi tudo abaixo de 25. Tivemos um ou dois em que abrimos uma excepção. Depois tivemos alguns estrangeiros que vieram também que não se adaptaram à província, tiveram que regressar. É todo um conjunto de factores. Penso que não jogou tudo a favor da positividade, mas pronto, agora penso que a equipa pouco a pouco vai melhorando. Já melhorou um bocado, já se encontrou um bocado mais. Mas mesmo assim ainda falta alguma coisa, porque pronto para ir para a CAF (Liga dos Campeões), não é brincadeira. E mesmo em termos internos temos equipas que se apetrecharam mais do que nós, reforçaram-se melhor com outro contexto. Mas pronto, são muitas realidades. O clube também atravessa um momento diferente, com uma outra postura de encarar as coisas, que também faz com que, automaticamente, a gente também tenha outra postura.

Mesmo com estas condicionantes todas, está e continua na luta pelo título e os dois próximos jogos podem aproximar a equipa da revalidação do título?

Nada é impossível, mas não se ganha com a boca, ganha-se com atitude, com estruturas, com condições, e penso que há clubes melhores apetrechados do que nós nesse aspecto.

O que é que podemos dizer sobre este Moçambola de 2026 e esta competitividade que é positiva para a prova?

Sim, eu acho que o futebol moçambicano está a atravessar uma fase que vai caminhar para essa forma de estar. Futuramente eu penso que os campeonatos vão passar a ser muito equilibrados. Isto devido aos jogadores que vão desaparecendo de alta qualidade. Os jogadores são quase todos medidos pela igualdade, um ou outro é que salta ao olho. O resto é tudo igual. O que muda é a camisola que vestem e depois a responsabilidade que carregam em cada clube. Penso que isso é uma coisa que irá começar a acontecer futuramente. Mas, agora, penso que este é um Moçambola atípico, devido às condições que têm sido criadas e da forma que está elaborado. Penso que nós temos que nos habituar um bocadinho também. Acho que, em algum momento, é bom, porque esta questão de jogar à quarta e ao domingo, e novamente à quarta e ao domingo, em algum momento, para os jogadores é bom porque aumenta o nível de competitividade e assim começam a habituar-se a outros tipos de contextos. O jogador não estava habituado a este tipo de realidade e começa a solicitar nele a chamada zona de conforto e eles começam a crescer. Mas eu acho que o problema não está só nessa questão de jogar quartas/domingos, está mais na questão das logísticas, das condições criadas para os clubes, etc. Isso é o mais importante.

Daúde Razaque sobre o Moçambola 28-08-2026

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Rodapé editorial

Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.rfi.fr.

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